Benefícios da Atividade Física  na Massa Óssea

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Segundo MATSUDO e MATSUDO (1998) os benefícios gerais para o controle da saúde esta associado no efeito antropométrico e neuromusculares, a pessoa pode ter diminuição de gordura corporal, incremento da massa e da força muscular, da densidade óssea, fortalecimento do tecido conectivo, incremento da flexibilidade. No efeito metabólico ocorre o aumento do volume sistólico diminuição da freqüência cardíaca em repouso, melhora do consumo Maximo do oxigênio, o aumento da ventilação pulmonar, melhora do perfil lipídico, e a diminuição da pressão arterial. No efeito psicológico, ocorre melhora do auto conceito da auto estima e da imagem corporal, diminuição do stress, ansiedade, tensão muscular e insônia, diminuição do consumo de medicamentos, melhora das funções cognitivas e sociabilização.

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Em outros estudos MATSUDO e MATSUDO (1991) o estímulo da carga mecânica provocado pela atividade física relacionada ao exercício teve um efeito pizoelétrico localizado no osso que gerou uma mudança elétrica, estimulando a atividade osteoblástica que geraria a formação e densidade óssea.

A prática da atividade física relacionada ao exercício físico promove um grande sucesso na Qualidade de Vida Relacionada a Saúde (QVRS), onde através de um equilíbrio está associada ao estilo de vida como: nutrição,comportamento preventivo, controle do estresse e do uso de drogas,uma ótima função física emocional intelectual e habilidades para participar de atividades importantes com a família, no local de trabalho e na comunidade.( REJESKI,  BRAWLEY & SHUMAKER 1996,Citado por  SOUZA, et al 2000).

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Segundo MATSUDO e MATSUDO ( 2000 ), foi realizado um estudo sobre os efeitos benéficos da atividade física na terceira idade, dentre eles o efeito benévolos metabólicos, como o aumento do volume sistólico, diminuição da freqüência cardíaca em repouso, aumento do consumo Maximo de oxigênio em 10-30%, aumento da ventilação pulmonar e densidade óssea.

A atividade física é fundamental para o fortalecimento da massa muscular e  prevenção da atrofia, por desuso e retardo da degeneração óssea progressiva.

Estudos mostram que a caminhada de uma hora, duas vezes por semana durante oito meses aumentou o conteúdo mineral ósseo da espinha em 35% e exercício com peso pode ter efeito positivo no aumento da fixação do cálcio ósseo e prevenção de doenças.   (LAUTERT e col, 1995).

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Em outros estudos, RITSON (1996) citado pôr RENNÓ et al (2001),a atividade física no tratamento da osteoporose contribui, também para melhora do sistema cardíaco, respiratório, muscular,ósseo,contribuindo para a melhora da Qualidade de Vida Relacionada a Saúde. Só que ao contrario de tudo isto a inatividade física colabora intensamente para uma rarefação óssea.

De acordo com MORALES e PEREIRA (2001), alerta que os programas de exercício, geralmente de vários meses de duração, incrementa a densidade óssea mineral em mulheres pos-menopáusica em comparação com as mulheres que não realizam nenhuma atividade.

Segundo a AMERICAN COLLEGE OF SPORT MEDICINE.POSITION STAND ON OSTEOPOROSIS AND EXERCISE (1995) Relatado por GALI (2001), A massa óssea é relacionada em uma ação da musculatura sobre o osso, portanto exercícios gravitacionais são mais efetivos, exemplos de atividades aeróbias com baixo impactos e levantamentos de pesos onde possa contribuir a fim de diminuir as incidências de quedas.

Em outros estudos exercícios bem estruturados planejados por profissionais podem alterar, diminuir ou até reverter principalmente algumas das mudanças fisiológicas relacionadas com idades que ocorrem no músculo esqueléticos, incluindo sarcopênia, redução da massa muscular e diminuição na produção de força. (WILLIAMS e col, 2002 citado por NAVEGA e col, 2003).

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  2. LAUTERT, L, ALMEIDA, M.A, FRANCISCO, C.M.C Osteoporose: a Epidemia silenciosa que deve se tornar pública. Revista Brasileira Enfermagem Brasília. 1995; n.2, v.48: 161-167
  3. MATSUDO, S.M.M, MATSUDO, V.K.R Osteoporose e Atividade Física. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. 1991; n.3, v.5: 33-60.
  4.  MATSUDO, S.M.M, TIMÓTEO, L.A, VICTOR, K.R.M, DOUGLAS, R.A, WELINGTON, V.A Nível de atividade física em crianças e adolescentes em diferentes regiões de desenvolvimentos. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde. 1998; n.4, v.3: 14-26.
  5.  MATSUDO, S.M, MATSUDO, V.K.R, BARROS L.T.N Efeitos benéficos da atividade física na aptidão física e saúde mental durante o processo de envelhecimento. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde. 2000; n.2, v.5: 61-73.
  6. NAVEGA, M.T, AVEIRO, M.C, OISHI, J Alongamento, caminhada e fortalecimento dos músculos da coxa: um programa de atividade física para mulheres com osteoporose. Revista Brasileira de Fisioterapia. 2003; n.3, v.7: 261-267.
  7. RENNÓ, A.C.M, DRIUSSO, P, FERREIRA, V Atividade física e osteoporose: uma revisão bibliográfica. Fisioterapia e Movimento. 2001; n.2, v.13: 49-54.
  8. SOUZA, G, SILVA, D, ANEGUES, A, BARROS, M Estilo de vida e aptidão física relacionada a saúde de servidores da universidade de Pernanbuco. Revista Baiana de Educação Física. 2000; n.3, v.1: 6-14.