A Problemática da pressão alta

Quem disse que comida sem sal é comida sem graça?

Uma vez que o aumento de hipertensos (portadores de pressão alta) vem crescendo consideravelmente no Brasil e no mundo, esse fator deve ser repensado. Atribui-se a isso o grande consumo de alimentos processados e a adição de sal em alimentos que já o contém.

Vale lembrar que os fumantes correm risco muito maior de desenvolveram a doença, pois o hábito de fumar aumenta a pressão sanguínea.

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Em cada 1 grama de sal existe 0,4 gramas de sódio. O chocante é saber que para cada 9 gramas de sal ingerido, o corpo retém 1 litro de água. Isso pode afetar diretamente o sistema cardiovascular caso a água não seja eliminada com eficiência, além de sobrecarregar outros órgãos fundamentais, como os rins.

Já que 70% do sódio consumido pelos brasileiros vêm dos alimentos industrializados, o ideal seria que os fabricantes se conscientizassem e produzissem alimentos menos processados e com menos sódio.

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Enquanto isso não acontece, trocas inteligentes podem aumentar a qualidade de vida e prevenir não só a hipertensão, mas também doenças cardiovasculares.

Dicas:

– Invista em ervas frescas para temperar os alimentos: salsinha, coentro, sálvia, funcho e tomilho, entre outras, dão sabor aos alimentos e ainda ajudam a desintoxicar o corpo;

– Troque temperos industrializados por alho, cebola e sal marinho (contém menos sódio e possui nutrientes importantes);

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– Faça uma aliança com a garrafinha d’água. Ela é sua melhor amiga.

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Alimentar-se bem é um hábito, portanto, capriche na alimentação e curta os benefícios!

Texto: elaborado por Thainá Queiroz, nutricionista da Natue, e revisado por Michele Prado.

Número de brasileiros com excesso de peso aumenta no país

O índice era de 43% em 2006

 

A Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) manifesta a sua preocupação com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, na última quarta-feira (15), onde revela o aumento do número de pessoas acima do peso no Brasil. São 52,5% de brasileiros acima do peso, o que é um fator de risco para doenças crônicas – que correspondem a 72% dos óbitos no país. Entre os fatores de risco estão hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.

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Os números apresentados são extremamente preocupantes e o controle é um grande desafio para a Sociedade Brasileira de Hipertensão, que enfatiza sempre a importância da alimentação saudável e das atividades físicas regulares.

No quesito atividade física, por exemplo, o Ministério da Saúde divulgou que a prática está crescendo no Brasil, apesar de manter o dado da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que 3,2 milhões de mortes por ano no mundo são atribuídas à atividade física insuficiente, sendo que o sedentarismo é ainda o quarto maior fator de risco de mortalidade global.

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A pesquisa ainda apontou que os jovens registram a menor prevalência, enquanto a população de 35 a 64 anos apresentou a maior fatia de incidência do aumento de peso, sendo:

  • 58,6% de 35 a 44 anos;
  • 61,6% de 45 a 54 anos;
  • 61,8% de 55 a 64 anos.

O índice de brasileiros com excesso de peso em 2006 era de 43%, ou seja, nos últimos nove anos o Brasil obteve um aumento significativo de 23% em relação ao período anterior. Além disso, o consumo médio de sal no Brasil (12g/dia) é duas vezes maior que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o Ministério da Saúde, a meta é reduzir até 2022 para 5g/dia.

 

A pesquisa foi realizada pela Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico).